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Planear viagens em Portugal (5 versões)

Portugal – Sugestões de viagem

É possível apreciar Portugal utilizando apenas transportes públicos, no entanto, alguns dos locais mais preciosos apenas têm uma ou duas ligações diárias (ou menos), dificultando a gestão do tempo ou obrigando ao uso de táxis. O rent-a-car é a solução ideal e a liberdade que proporciona permite-nos sugerir uma variedade de programas, fáceis de seguir exatamente como sugerido ou de combinar e adaptar. Alguns exemplos:

Exemplo por 3 semanas

Notas:

1 – Mafra impressiona sobretudo pela sua imponência. Em uma visita rápida, entre na igreja. A visita ao palácio dura 30 ou 40 minutos, e vale especialmente pela biblioteca, ao fundo, que só se avista da entrada.

2 – Em Sobreiro, a única coisa que vale a pena visitar é a aldeia de João Franco, um exemplo muito interessante de arte popular em cerâmica, retratando Portugal e as suas gentes. A visita é breve, mas pode ser atrasada por longas filas.

3 – Ericeira é um bom local para uma refeição de peixe ou marisco. Vale a pena visitar o centro histórico e a orla marítima.

4 – Óbidos, uma das 7 Maravilhas de Portugal (7WP), muito visitada, pode ser vista caminhando desde a entrada sul do castelo, e na volta, por diferentes ruas. Tem bons restaurantes, e uma tradicional ginginha em copinho de chocolate.

5 – Nazaré é a mais bela e tradicional praia portuguesa. Muitos restaurantes e diversos hotéis fazem com que seja uma boa opção para pernoitar, que nos meses de julho e agosto exige reserva, a preços inflacionados. As ondas grandes colocam Portugal no mapa dos surfistas, mas não aparecem com frequência.

6 – Alcobaça vale a pena visitar o mosteiro do século XII, um Patrimônio Mundial da UNESCO e um dos 7WP. O mosteiro pode ser visto em uma hora e, com o tempo, uma caminhada ao longo do rio pode passar alguns minutos de forma agradável.

7 – Batalha tem um mosteiro 200 anos mais novo, mas com um espetacular estilo gótico, que lhe valeu os mesmos prémios de Alcobaça. Não perca as Capelas Imperfeitas, com entrada separada e o mesmo bilhete.

8 – Leiria é bonita, mas turisticamente prejudicada pelo fluxo dominante para Fátima e Tomar. O castelo é mais bonito visto de baixo, e a área da praça Rodrigues Lobo tem personalidade. Vale a pena ir almoçar a Leiria, ao ícone da gastronomia Tromba Rija ou a um dos seus fortes concorrentes.

9 – Fátima é um centro turístico muito forte, quase obrigatório mesmo para os não crentes. A visita ao santuário não requer muito tempo, e a oferta hoteleira garante uma dormida fácil e barata, fora dos dias de culto, quando se revela uma grande e tranquila aldeia. Se tiver algum tempo, é um bom ponto de partida para visitar uma das muitas grutas da região (Alvados, Santo António ou Mira de Aire no topo).

10 – Tomar é quase uma visita obrigatória, património da Unesco graças ao castelo e ao convento, mas o centro da cidade e o parque são muito agradáveis. Com menos oferta que Fátima, é uma boa alternativa para pernoitar, devido à maior animação e animação nocturna.

11 – Dornes é apenas uma oportunidade de, no caminho, ver e fotografar uma bonita aldeia excelentemente inserida na albufeira da albufeira de Castelo de Bode.

12 – Conímbriga é o maior sítio de vestígios romanos de Portugal, bem recuperado, e com espetaculares mosaicos, a poucos minutos de Coimbra.

13 – Coimbra justifica muitas horas, e algum planeamento da visita dadas as encostas íngremes da zona histórica. Estacionar na zona alta e descer e voltar de táxi é uma solução, usar o elevador é outra. Apesar da provavelmente longa fila, não perca a biblioteca da universidade. O fado de Coimbra é um evento especial que recomendo vivamente.

14 – Bussaco é um magnífico parque dominado por um palácio que é um hotel de 5 estrelas. Caminhe um pouco pelos trilhos marcados, sem descer muito. Voltando ao carro, desça cerca de 2 quilómetros e pare para ver o vale dos fetos.

15 – Mealhada é muito famosa entre os portugueses pelo seu leitão. Se você gosta e está lá na hora do almoço, aproveite. Caso contrário, continue.

16 – Em Sangalhos há um estranho museu nas Caves Aliança, numa visita guiada de 1h30 terminando com degustação de champanhe. Vale a pena, e isso é tudo.

17 – Aveiro é conhecida como a Veneza portuguesa. A não perder o passeio de moliceiro, a visita ao túmulo de Santa Joana e a prova de ovos moles.

18 – Vindo de Aveiro, bastam alguns minutos para apreciar as exóticas casas típicas de Costa Nova. É um bom lugar para almoçar.

19 – Porto justifica um plano específico em função das preferências de cada um, e inclui sempre a Gaia nesse plano.

20 – Barcelos não costuma constar de planos gerais de duração limitada, mas é uma bela cidade, que se vê de passagem.

21 – Ponte de Lima é uma cidade pequena, mas com um magnífico centro histórico, que atrai muitos portugueses. Dos estrangeiros, devido ao limite de tempo, apenas os espanhóis têm presença razoável. Para quem não precisa de muito tempo no Porto, é um bom passeio de um dia para almoçar com os tradicionais “Rojões com papas de sarrabulho”.

22 – Braga é uma visita obrigatória, que pode justificar desde algumas horas até um dia inteiro, ou mais, sobretudo se incluirmos o Gerês. A mais comum é para ser visitada junto com Guimarães, em um dia saindo do Porto.

23 – Berço de Portugal, Património da UNESCO, Guimarães imperdível, cujo essencial pode ser visto em poucas horas.

24 – A beleza de Amarante concentra-se na igreja de São Gonçalo e na ponte. É uma paragem obrigatória, que se conclui num curto espaço de tempo.

25 – Casa de Mateus, perto de Vila Real, é a maior atracção da cidade. Vale a paragem, limitada ao jardim se o tempo for curto.

26 – Provesende  é uma das mais bonitas e acessíveis aldeias típicas do Douro. É um desvio de minutos, que você pode ou não fazer.

27 – Pinhão é a “capital” do vinho do Porto. Pode ser acedido de barco (um interessante cruzeiro desde o Porto que dura um dia) ou de carro. Nesse caso, você pode fazer um minicruzeiro local de uma (recomendo!) ou duas horas. Visitar algumas fazendas é “obrigatório” de qualquer forma.

28 – Lamego, a mais bela vila da Região Vinhateira do Porto, na margem sul do Douro, merece uma visita que pode ser encurtada para uma ou duas horas. O acesso é feito pela famosa estrada N222.

29 – Viseu é uma cidade muito progressista, com um belo centro histórico.

30 – Seia é um dos acessos à Serra da Estrela. O Museu do Pão é um local interessante para almoçar. Depois, o acesso à serra pode ser feito pelo Sabugueiro, ou por Loriga.

31 – Loriga, que visitei há muitos anos (sem fotos) é hoje popular em Portugal pela sua moderna praia fluvial. Está nos meus planos. Se optar por este acesso, faça um pequeno desvio para a Lagoa Comprida e Covão do Corcho.

32 – torre é o ponto mais alto de Portugal continental, e o centro dos desportos de inverno. Mesmo sem neve, as paisagens são de tirar o fôlego. A descida para o lado sul pode ser feita por Manteigas, com um impressionante ziguezague de 10km, sempre com Manteigas “já lá”, e acesso à cascata do Poço do Inferno, ou pela Covilhã, com vários excelentes miradouros, e o acesso ao Covão de Ametade, um desvio de 30 minutos na descida.

33 – Covilhã é uma cidade historicamente industrial, que uma universidade deu nova vida. É um bom local para pernoitar na Serra da Estrela, e bem localizado para a continuação da viagem.

34 – Uma visita ao remoto interior de Portugal deve começar em Belmonte, uma cidade histórica intimamente ligada ao judaísmo que ainda hoje está presente.

35 – Sortelha é, para mim, a vila histórica mais bonita de Portugal. Pequeno, visto em minutos.

36 – Famosa desde que foi declarada “a vila mais portuguesa de Portugal”, Monsanto tem investido no turismo sem perder o seu carácter. É uma visita obrigatória para quem se atreve a aventurar-se no campo remoto.

37 – As vistas espetaculares de Vila Velha de Ródão não justificam uma viagem expressa, mas, estando na zona, aconselha-se um desvio.

38 – Vista impressionante de baixo, vista acolhedora de cima, Marvão é uma visita agradável e rápida.

39 – patrimônio da UNESCO, Elvas é uma boa opção para fechar o circuito da fronteira interior. Aproveite para provar a cozinha tradicional alentejana, com destaque para a Sopa de Cação.

40 – Antiga residência real, Vila Viçosa é uma paragem interessante perto de Évora.

41 – Estremoz é uma aldeia típica dos arredores de Évora, famosa pelos seus mármores, fácil de visitar numa visita rápida, antes de rumar à vizinha e afins Arraiolos. Se decidir visitar apenas um deles, escolha Arraiolos. As inúmeras pedreiras são visíveis em vários pontos ao longo do percurso.

42 – Arraiolos é outra aldeia típica dos arredores de Évora, famosa pelos seus tapetes, e também fácil de visitar numa visita rápida. Não deixe de subir ao castelo e visitar pelo menos uma das lojas de tapetes e/ou o museu.

43 – Évora é a maior atração turística da metade sul de Portugal, se excluirmos as praias do Algarve. Justifica a viagem e a pernoite, se necessário.

44 – Monsaraz é uma vila muito interessante, que tem contra o facto de implicar um desvio razoável, e a utilização de acessos mais longos ao Algarve, destino da maioria dos visitantes. É uma questão de gosto e prioridades decidir visitar ou não.

45 – Se foste a Monsaraz, Beja está no caminho. Não sendo uma das cidades mais turísticas de Portugal, pode visitar o castelo e arredores, e almoçar, se necessário.

46 – Mértola é uma vila com uma história riquíssima, muito presente e visível, o que lhe acrescenta beleza como motivo de visita. Se não almoçou em Beja, aproveite.

47 – Albufeira é aqui mencionada por ser a principal praia do Algarve, a mais animada e com maior quantidade de hotéis. No entanto, as alternativas são imensas, para todos os níveis de preço e qualidade. Uma visita ao Algarve justifica um plano autónomo, de acordo com as prioridades e disponibilidade de tempo.

48 – Existem vários “Algarves” – interior (montanhoso) e litoral, Barlavento a oeste de Faro (falésia, rochoso), Sotavento a leste (plano, arenoso). Tavira é a vila mais bonita do Sotavento, e uma das mais tradicionais do Algarve. É um bom destino para uma viagem de um dia.

49 – Se for a Tavira não deixe de passar por Olhão, um dos melhores exemplares da arquitetura algarvia, com os seus terraços. A peixaria é melhor e bem mais barata que a da capital vizinha.

50 – Faro, a capital, é um porto muito movimentado, com um agradável centro histórico. A praia fica numa ilha a poucos quilómetros de distância, e a Ria Formosa tem nesta zona a sua zona mais animada.

51 – Armação de Pêra é uma praia grande e movimentada, predominantemente para famílias. É aqui referido por ser o melhor ponto de partida para a visita “obrigatória” às grutas de Benagil e arredores.

52 – Carvoeiro é uma bela e pequena praia, junto à famosa gruta de Benagil, à qual se acede de kayak a partir da praia. Não recomendo porque é uma bagunça permanente e enorme, com estacionamento difícil, e alguns acessos menos práticos. No entanto, passar e parar no Algar Seco, mais tranquilo, é interessante.

53 – Portimão é o melhor local para comer sardinha assada no Algarve, e uma das maiores cidades, com algumas boas praias na zona. É uma alternativa de permanência, embora não esteja no topo das minhas escolhas. Uma visita à Praia da Rocha é obrigatória.

54 – Lagos é a vila mais bonita do Barlavento com boas praias e a imperdível Ponta da Piedade. Sugiro uma noite na cidade para vivenciar sua vida noturna, e encurtar a viagem pela costa oeste.

55 – Sagres é uma referência histórica, embora a “Escola de Sagres” na verdade pareça ter sido em Lagos. Vale a pena uma visita por suas vistas impressionantes e seu significado na história europeia.

56 – A viagem de regresso a Lisboa começa em Sagres, ao longo da Costa Vicentina, um trecho de costa selvagem, com praias extensas e quase vazias e promontórios espetaculares. A Arrifana, depois da Carrapateira e da Bordeira, é apenas um exemplo dos muitos locais para parar e fotografar.

57 – Odeceixe marca a fronteira entre o Algarve e o Alentejo. Tem uma praia linda, formada por um rio, que você pode visitar… ou não, dependendo do seu tempo.

58 – Com algumas semelhanças, mas maior e mais bonita que Odeceixe, Vila Nova de milfontes é uma das praias mais famosas da costa alentejana.

59 – Sines é outra paragem possível, com um castelo sobranceiro a uma praia, em contraste com o ar fortemente industrial que o envolve. Outras paradas possíveis nesta rota são Porto Covo, Melides ou Comporta, uma boa alternativa para ficar se atrasado.

60 – Tróia é uma longa península de areia voltada para Setúbal. Dedicada exclusivamente ao turismo, dispõe hoje de uma oferta hoteleira de qualidade, e de praias impecavelmente limpas. Pernoitar é uma boa opção, mas é sempre possível apanhar o ferry para Setúbal e decidir – Lisboa fica a menos de uma hora de distância.

61 – Setúbal é a entrada para o parque natural da Arrábida. Excelentes vistas, belas praias, às vezes tráfego difícil.

62 – Sesimbra é a melhor praia da zona da Arrábida, bem servida de restaurantes onde o peixe impera. O castelo tem vistas deslumbrantes.

63 – Viana do Castelo, capital do distrito, tem como ponto alto o santuário de Santa Luzia, cópia da parisiense Sacré-Coeur, e com vistas de tirar o fôlego.

64 – Cascais é a cidade portuguesa mais “estrangeira”, pois é a preferida pelos estrangeiros que decidem residir em Portugal, com poder de compra para suportar os preços elevados. Entre os vários pontos de interesse destacam-se a Boca do Inferno e a praia dos pescadores e sua envolvente. Praias muito boas.

65 – O Estoril é hoje uma continuação de Cascais, com um casino histórico, o mais famoso de Portugal.

66 – Carcavelos como vila não tem grande importância turística, mas é a maior e melhor praia da costa lisboeta. No lado oposto do forte, Oeiras oferece uma marina e outras boas praias.

67 – Queluz é o “Versalhes” português. Mais modesto, claro, mas também interessante.

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